Vida boa bonita e barata

Posts Tagged ‘Estilo de vida

Essa matéria, apesar de ser radicalmente dentro da proposta desse blog, pode ser uma maneira de inspirar e mostrar como viver melhor com menos coisas à nossa volta.
O legal da matéria é que fala sobre além do paradigma da “cultura material x sociedade de consumo” e fala sobre decisões e atitudes que podemos aplicar no dia-a-dia.
Posto a seguir um resumo, o  texto completo está disponivel aqui.

Fonte: Site Viver fora do sistema

Veja como vive o casal classificado como “Classe F” pelo IBGE

N. Dias 27,jul,2016

Carlos e Patrícia de Porto Alegre vivem a vida “classe F”: sem TV, com banheiro seco fora de casa, morando numa casa de barro e muito felizes praticando a Permacultura no espaço Naturalmente, em Porto Alegre.  Carlos conta que o IBGE os visitou e o pesquisador disse que a situação deles era classe “F”. “F de Felizes!”.

Carlos: “A história do Espaço Naturalmente começou em 2007, quando cansado do modelo de vida urbano e de apenas reclamar do “sistema”, sem ver uma solução prática, resolvi questionar o porquê deveria esperar me aposentar para daí sim buscar alguns sonhos, como por exemplo, o de ir morar em um sítio… Nesta época eu cursava Educação Física (6° semestre) e já fazia alguns artesanatos com Bambu, como hobbie. No final do mesmo ano resolvi trancar a faculdade e me aventurar em busca do sonho de ser livre, buscar uma vida mais simples e o que realmente importava para mim”.

Resolvi me questionar e principalmente questionar o porquê deveria esperar me aposentar para daí sim buscar alguns sonhos.
Não tinha (clareza do que queria) mas sabia bem o que não queria.

“Nessa transição não tinha claro um objetivo, porém sabia muito bem o que não queria mais”.

“Sempre me sentia muito bem no campo, então decidi me mudar para a zona rural de minha cidade, Porto Alegre. Vendi meu carro e fui em busca do sonho de liberdade, sem saber direito o que iria encontrar. O hobbie com o Bambu se tornou em profissão e em pouco tempo passei a fazer móveis de bambu também. Na metade de 2009 consegui adquirir um pequeno imóvel (600m²), que em zonas rurais costumam ser muito baratos. Neste mesmo ano conheci a Permacultura e me identifiquei de imediato com sua filosofia e práticas. Fiz alguns cursos em Ecovilas que trabalhavam com a Permacultura. No final de 2009 iniciei o projeto Espaço Naturalmente, em minha casa, onde até hoje testamos e aplicamos as técnicas de Bioconstrução e Permacultura e ministramos cursos relacionados a estes temas”.

Casa de Carlos e Patrícia, feita integralmente com recursos naturais.

Os escassos recursos financeiros, que na época pareciam ser um problema, na verdade foram uma oportunidade para desenvolver o uso de materiais alternativos, como fundação de pneu para estruturas leves, construção com Terra Crua, utilização do bambu para tendas e estruturas etc. São materiais que temos em abundância em zonas rurais (terra, bambu etc).

Os problemas na verdade são desafios e servem para sairmos da zona de conforto e experimentar o novo, se adaptar, criar…

Em um destes cursos que ocorrem no Espaço Naturalmente, em 2011, conheci Patricia, que começou a frequentar e ajudar no projeto. Ela cursou técnico em Agropecuária e também estava em busca de uma vida simples em área rural. Desde então somos um casal que toca o projeto juntos.

Hoje a fonte de renda deles é a marcenaria de Bambu, onde confecciona móveis e artesanatos, ministramos cursos sobre Bioconstrução com Terra Crua, Saneamento Ecológico, Movelaria de Bambu e prestamos assessoria em Planejamento Sustentável e Bioconstrução.

Muitas vezes deixamos nossos sonhos de lado por medos e incertezas, mas quando buscamos algo que realmente faz sentido, no fundo do coração, devemos ir atrás sem medo. Sempre terá os desafios, mas se encaramos com vontade e persistência é praticamente certo que teremos êxito, é uma grande experiência de vida! É claro que para nascer o novo, o velho deverá morrer… ou seja, temos que abandonar nossos antigos padrões de pensamento e ação e estar abertos para um novo olhar, que no início não saberemos bem o que é e como vai ser, mas criamos isso a medida que caminhamos”.
Um carro para andar em uma estrada à noite e percorrer centenas de quilômetros só precisa dos faróis e iluminar uns 30m a sua frente… só temos que estar seguros dos próximos passos a seguir, organizar e perseverar.
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Essa  postagem que peguei do Facebook nos lembra que bastaria uma ação do governo para resolver grande problemas ambientais: uma lei que obrigasse o comércio a utilizar objetos de plástico biodegradáveis (ou de papel).

ambiente-facebook-embrapec-copo-papel-plastico

Coletei esses links recentemente sobre doação de livros para uma conhecida e agora resolvi postar aqui.
Quem souber de outros links informativos, ou se puder corrigir algum link/informação inválida, agradeço.

ProLivro.org.br (RJ, SP, BA, MT,  SC, RS, PA, PR)

AaA PUC (Duque de Caxias, RJ)

Blog Tatiane Sandes (Baixada Fluminense, RJ)

DoaçãoLivros.org (Praticamente  todo o Brasil)

EstanteLotada.com.br (no RJ, Brasil e até nos EUA)

Cultura.RJ.Gov.Br (RJ, Zona Norte)

Transcrevo aqui o (excelente) post da psicóloga Nathalia Paccola (no blog dela está ilustrado com foto) baseado em dicas da terapeuta de relacionamentos Dra. Sheri Jacobson, pois já me utilizei destas idéias uma vez. Pode não ter resolvido o problema, mas resolveu a situação de desentendimento.

1 – Meça suas emoções

Antes de iniciar uma discussão, é fundamental que você verifique o seu estado interno. Examine como você está se sentindo emocionalmente, em uma escala de um a dez: um sendo sereno, e 10 absolutamente furioso.

Se você estiver acima de 7,5, nem sequer pense em entrar em uma discussão. Quando você fica com raiva, seu corpo exibe sintomas físicos. Você regride para um estado mais “animal”, porque seus neurônios não são acionados com rapidez suficiente para uma área do cérebro chamada amígdala, responsável pelo processamento de nossas emoções.

Neste ponto, você já não é capaz de se engajar em pensamento racional e adequado: você entra em um primitivo estado de “luta ou fuga”. Neste estado, o seu corpo ou se prepara para qualquer luta, seja ela física ou verbal, ou para fugir em busca de abrigo (nenhuma das opções é boa, certo?).

Você vai notar sintomas físicos como aumento da frequência cardíaca, palmas das mãos suadas, temperatura elevada, tensão e pensamentos violentos. Quando você se sentir assim, pare, se afaste e reflita sobre por que você está tão bravo ou chateado.

2 – Tome fôlego

Faça uma pequena pausa para tentar respirar lenta e profundamente: isso ajuda a sinalizar para o cérebro de que você não está em uma situação perigosa. Seu sistema nervoso vai começar a se comportar normalmente, e você será capaz de avaliar a sua situação de forma mais objetiva e racional.

3 – Verifique se as coisas são realmente tão ruins quanto você pensa

Às vezes, uma simples forma de terapia comportamental cognitiva (TCC) pode ser útil: observe o que está lhe deixando com raiva, pense sobre o porquê isso lhe incomodou e tente avaliar se a situação é realmente tão ruim quanto você pensa que é. Muitas vezes não é.

4 – Lembre-se da sua meta

Quando você finalmente decidir entrar em uma discussão, certifique-se de que você vai entrar nela com a atitude correta: o objetivo é ser feliz, não estar certo. Você deve querer resolver a situação, e não apenas competir ou entrar em uma discussão inútil.

5 – Atenção à linguagem

Qual o objetivo do conflito? Você quer um pedido de desculpas ou uma mudança de comportamento, por exemplo? Escreva o que você espera, para usar a linguagem apropriada – verbal e física – para deixar seus desejos ou queixas claros.

No calor do momento, coisas desnecessárias são ditas. Tente não confundir o propósito da discussão, para não diminuir qualquer chance de resolução.

6 – Seja suave

É quase impossível fingir que você não está com raiva ou chateado quando você está, mas tente não manter uma postura defensiva. Não cruze os braços ou gesticule muito descontroladamente. Se possível, sente-se em frente à pessoa com quem você está discutindo, e, se for o seu parceiro ou alguém com quem você tem intimidade, tente tocá-lo.

Lembre-se o tempo todo que o propósito do conflito é a resolução, é que ambos saiam tão felizes quanto possível. Isso significará compromisso, e o poder do toque vai demonstrar isso.

7 – Ouça

Mais importante do que falar é ouvir. Você deve mostrar a outra pessoa que você está disposto e é capaz de ouvir os dois lados da história. Na verdade, ouvir os dois lados pode até mesmo ajudar a contextualizar seus próprios sentimentos, tornando mais fácil entender por que você ficou chateado em primeiro lugar.

Mas quando você começar a falar, tenha cautela. Argumentos não são jogos de culpa: sua chance de falar sobre suas emoções não deve ser uma chance de “xingar” ou implicar com alguém.

8 – Seja positivo

Em vez de dizer a alguém o que ele fez de errado e como isso lhe fez mal, centre a discussão em si mesmo e traga exemplos positivos de comportamento para ajudar a transmitir o seu ponto de vista.

Por exemplo, em vez de dizer “Você esqueceu meu aniversário e isso me deixou chateada”, diga “Eu me senti chateada quando você esqueceu meu aniversário, porque você é sempre tão atencioso”. Não diga “odeio que você sai todos os dias”, mas sim “eu gosto quando você fica comigo”, e assim por diante.

Isto imediatamente torna o tom da conversa menos agressivo, limita a extensão da culpa colocada sobre essa pessoa e torna mais fácil para ela entender porque você está infeliz.

9 – Pense no futuro

Tente não relembrar erros ou conflitos passados ao expressar o que sente. A pessoa com quem você está discutindo simplesmente ficará muito consciente de delitos passados que nem ela, nem você podem fazer algo para mudá-los.
Em vez disso, concentre-se no aqui e agora, ou não haverá resolução e reconciliação.

10 – Há força na fraqueza

Admitir uma fraqueza ou um erro é uma força definitiva e em muitos casos a chave para acabar com a disputa ou briga.
Se todo o resto falhar, procure ajuda. Pode ser muito fácil entrar em um ciclo interminável de divergências. Se você acha que precisa de um terceiro para “arbitrar” as conversas, muitos terapeutas atendem casais (também há terapeutas para outros tipos de relacionamento ou problemas).

Site que ensina a construir qualquer coisa:

Instructables (em inglês)
Aqui você aprende a fazer desde uma armação para óculos passando por lâmpadas neom para rodas de bicicleta (!) até andadores para crianças.
Você pode tanto ler quanto postar suas instruções (ou “instrucionáveis”).

instructables

 

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Essa matéria do site Hypeness sobre o Repair Café é muito boa, pois mostra que não precisamos ser escravos do consumo, da obsolescência programada ou percebida, nem dos monopólios a nossa volta (do combustível fóssil, à política, p.ex.).

O Repair Café é o CyberCafé do conserto, o brechó das utilidades domésticas: são locais espalhados pelo mundo onde pessoas se reunem voluntariamente para consertar coisas que duram cada vez menos, numa forma de protestar contra o consumismo que descarta as coisas -e as pessoas – cada vez mais  mais rápido.

Vou além: deveríamos criar e disponibilizar na internet projetos e tutoriais de como fabricar coisas do cotidiano, para que o nosso tênis, chinelo, celular ou cadeira sejam que nem o computador de mesa (PC) cujas peças podem ser adquiridas facilmente, para montar o equipamento desejado, a um preço acessível.

Leia a matéria, vale a pena.

repair-cafe11

Esse tipo de vídeo é figurinha fácil na web, mas como este vídeo é MUITO didático, posto aqui: